Monday, April 30, 2012

TETSUO OKAMOTO, Olympian swimmer


3 de Agosto de 1952 na piscina olímpica de Helsinki, Finlândia.

Tetsuo brilhou nas Olimpíadas de Helsinki 

Pela primeira vez, Marília, a 'cidade-menina', esteve representada nas tradicionais Olimpíadas, certame que congrega atletas de todo o mundo. 

Tetsuo Okamoto, o jovem nadador do Iara Clube, o mariliense que tantos louros tem conquistado para o seu clube, para Marília e para o Brasil, conseguiu destacada classificação, quando competiu em Helsinki com os maiores 'azes' da aquática mundial, surgindo então como o terceiro homem do mundo nesse esporte.

A prova em que tomou parte, e que lhe valeu sua gloriosa presença na representação pátria, foi de 1.500 metros nado livre e o seu tempo de 18,51" 3/4.

As fotos que apresentamos aqui, foram apanhadas pelo jovem Bombarda, outro mariliense que esteve em Helsinki, integrando a representação de bola-ao-cesto do Brasil. 

Em primeiro plano registra a foto a chegada sensacional, vendo-se Tetsuo na terceira baliza, no ponto onde a deslocação da água é maior. 

O segundo clichê apresenta as bandeiras vitoriosas: norte-americana, japonesa e brasileira. 

Tetsuo Okamoto brilhou em Helsinki, para satisfação do mariliense, e mais ainda, de todos os brasileiros.

Salve Tetsuo, salve Iara Clube, que o revelou para a aquática mundial. 

CAVALHEIRO DAS ÁGUAS

Ao subir uma das balizas do estádio olímpico de Helsinki, na tarde do domingo 3 de agosto de 1952, Tetsuo Okamoto, brasileiro, filho de japonêses, não pensava em nada. Deixara da nadar 10 dias antes dos Jogos por conta da água muito fria da piscina em que treinava em Marília. Tivera um desempenho sofrível em outra prova uma semana antes. E, na noite anterior, seus colegas de alojamento resolveram cantar e farrear, impedindo-o de dormir sossegado.

Menos de 20 minutos depois, o rapaz de Marilia-SP, colocava a natação brasileira no mapa esportivo mundial. Conquistara um inédito 3o. lugar, desempenho espetacular para um país em que era exótico se dedicar a esportes aquáticos.

Na madrugada de 2 de outubro de 2007, uma terça-feira, Okamoto, aos 75 anos, deixou de nadar definitivamente. Uma combinação de problemas renais com insuficiência cardíaca e respiratória deu o golpe fatal em um homem de fala tranqüila, avesso a formalidades e que soltava cada frase com uma expressão sorridente. Um cavalheiro das águas.

Ha tempos, duas coisas o incomodavam. A hemodiálise feita regularmente e a Hidrotécnica Okamoto, sua empresa de perfuração de poços artesianos, que não iam lá muito bem. As glórias esportivas ficaram para trás. Um pouco da história deste campeão é aqui contada com base em uma longa entrevista, feita em 2004.


Tetsuo Okamoto

Tetsuo Okamoto nasceu em Marília-SP em 20 de março de 1932. Sua paixão pelas águas começara na adolescência. No início dos anos 1930, Marilia era destino de levas de imigrantes japoneses. Nos anos 40, devido ao Japão ser parte do Eixo, e em guerra com o Brasil, os imigrantes enfrentaram muita hostilidade por lá.

Um dia chega à cidade, Fausto Alonso, funcionário público transferido de São Paulo. Era ex-nadador e entusiasta do esporte. Entra em contacto com o Yara Clube, centro de lazer da elite local. A piscina estava ociosa e Fausto propõe formar uma equipe com a garotada interessada, incluindo Tetsuo Okamoto, que fora nadar por recomendação médica e insitência de seu pai, pois era asmático.

Aos 15 anos, participando de campeonatos regionais, Tetsuo passou a colecionar medalhas, tornando-se campeão paulista e campeão brasileiro, em 1950.

Em abril de 1950, passou pelo Brasil uma equipe de nadadores japonêses que se exibia pelas Américas. Eram os peixes-voadores. Por dois mêses o grupo viajou pelo país, arrastando multidões para as beiras das piscinas. Quando chegou a Marilia, topou com o Okamoto, àquela altura já bastante conhecido. 'Como vocês treinam?', quis saber o brasileiro. A resposta o deixou atônito: 'Nadamos 10 mil metros por dia!' O mariliense encabulou-se. Diariamente ele fazia apenas 1.500 metros.

Na primeira oportunidade, Okamoto botou os 10 mil metros na cabeça e caiu na água logo cedo. Em duas etapas, no fim da tarde completou a distância almejada. Repetiu a dose na manhã seguinte e chegou ao fim da semana literalmente arrebentado. Sozinho, refêz o treino, estabelecendo uma progressão diária até se condidionar à meta.


Tetsuo Okamoto e seu rival Tonatiuh Gutiérrez do Mexico, nos Jogos Pan-Americanos de Buenos Aires em 1951.

No começo de 1951, a glória: Tetsuo tornou-se recordista e campeão nos Jogos Olímpicos Pan-Americanos de Buenos Aires, dos 400 e 1.500 metros livres. Meses depois recebeu a notícia que qualificara para participar das Olimpíadas de 1952.


1951 - Haroldo Lara, do C.R. Saldanha da Gama de Santos-SP, bate o record brasileiro dos 200 m nado livre - Tetsuo Okamoto e João Gonçalves Filho do Ginasio Koele de Rio Claro-SP.


at Yara Club with his coach and fans.

Tetsuo Okamoto no aeroporto de Marília com Fausto Alonso, seu treinador,  pronto para uma conexão à São Paulo, que o levaria à Helsinki.

O inverno de 1952 foi particularmente rigoroso na Alta Paulista. A temperatura da água estava 14 graus no início de julho e nosso atleta fêz míseros 100 metros e correu para o chuveiro. Tremendo, tomou uma decisão: 'Estou com a vaga garantida nas Olimpíadas e vou apenas passear. Se eu continuar a nadar, pego uma pneumonia."

Quando chegou em Helsinki ele espantou-se com a água aquecida. Viu ainda que sua prova principal estava marcada para o final do evento. Tinha duas semanas para retomar à forma.

Na tarde de 3 de agosto de 1952, ao longo da competição, Okamoto deixou para trás o norte-americano James McLane, campeão olímpico dos Jogos de 1948. Disputou cabeça-a-cabeça com outras duas feras, o japonês Shiro Hashizumi, recordista mundial, e o havaiano Ford Konno. Nos ultimos 200 metros, ouviu a vibração da torcida, reuniu forças e disparou.

Konno ficara em primeiro, Hashizumi em segundo e Okamoto conquistara o bronze com 18mi51s30.

Ainda zonzo, ele não chorou nem vibrou, ao subir no pódio. 'Sei lá, olhei a medalha em meu peito e, por uma fração de segundo, senti um imenso vazio. Aqui está meu sonho e ele acabou.'



Japonês Shiro Hashizumi, prata, havaiano Ford Konno, ouro e Tetsuo Okamoto, bronze em Helsinki.

Tetsuo foi recebido em carro aberto em Marília, saudado como herói pela imprensa. Tornou-se símbolo da natação brasileira. Mas nunca fez de seu nome uma grife ou ganhou dinheiro com o esporte.

Mudou-se para São Paulo e não conseguiu mais treinar. Foi para os Estados Unidos, nadou um pouco e formou-se em Geologia e Administração de Empresas em uma universidade no Texas.

Retornou ao Brasil em 1959, e desistiu das piscinas. Só voltou a nadar em meados dos anos 1980, em São Paulo, onde morava com uma irmã. Ia a Marília a cada 15 dias, 'cuidar de uma terrinha lá'.


E a gloria, Tetsuo? 'Não tem isso, não. Hoje você é campeão, todo mundo te procura, e depois, quando precisa, ninguem te dá bola.' Falava sem tristeza. E ainda exibia aquele cativante sorriso nos lábios.

texto de Gilberto Maringoni para a revista 'Carta Capital' de 10 de outubro de 2007.


A piscina dos japonêses, onde Tetsuo começou a treinar, antes de ir p'ro Yara Clube.

Essa é a famosa piscina dos japoneses. Isso porque estava em um terreno de chácara deles, no fim da atual Avenida Presidente Roosevelt - continuação da Av. Santo Antônio. A foto nos foi enviado pela Eliane Terumi Yamassaki. Notem o terreno à esquerda, recém desmatado e também à direita, a plantação de verduras.

Parece que é o dia da inauguração da piscina. Era uma área de muitas nascentes, que seguramente abasteciam a piscina. Quando conheci este local, ele era todo plantado de kikan. Também tinham construído canais e tanques para irrigar as plantações de verduras. Às margens dos canais eram plantadas de copos de leite. O pai da Eliane morou em uma das duas ou três casas de tábua que havia nesse lugar. Comentários de Mansur Lutfi.






reportagem da revista 'Carta Capital' de 10 Outubro 2007.





Entrevista que Tetsuo Okamoto deu à Revista Nippon e postada no site:

www.culturajaponesa.com.br/htm/tetsuookamoto.html.


Como começou a praticar natação?

“Eu era asmático e comecei a nadar por que alguém disse que isso faria bem. Um dia, em 1947, surgiu um ex-nadador, que pretendia formar uma equipe de natação em Marília. Eu tinha 15 anos e passei a treinar com esse grupo num bom clube, deixando de lado aquela piscina sem azulejos onde eu havia iniciado.”

E como começou a competir?

“Naquela época era muito difícil e caro viajar. E sabíamos que, se fôssemos competitivos, poderíamos viajar e conhecer vários lugares. Começamos treinando para ganhar viagens e fomos crescendo. Assim participei do campeonato paulista e brasileiro, além dos regionais.

Nadávamos de 1.000 a 1.500 metros por dia. O técnico tinha medo de forçar muito, pois éramos todos franzinos, tanto é que o meu apelido era Tachinha, porque tinha uma cabeça grande e o corpo magrinho.

O que aconteceu para um garoto franzino poder ir para uma Olimpíada?

“Em 1949, quatro nadadores japoneses vieram ao Brasil. Eles ficaram notáveis em sua época, pois passaram pelos Estados Unidos e derrotaram todos os americanos. Apelidados de “Flying Fish”, ou peixes-voadores, aqueles japoneses ganharam até matéria na revista Time, e representavam o fato mais excepcional do esporte mundial. No Brasil ficaram 2 meses fazendo exibições em várias cidades. Foi aí que os japoneses recomendaram que nós nadássemos 10 km por dia para treinar. Eu fui o único doido que decidiu treinar duro para ser campeão.”

Nas Olimpíadas como foi o confronto com os ídolos japoneses?
“Dos quatro que estiveram no Brasil, três disputaram comigo em Helsinque. Os treinamentos deram certo e eu ganhei a medalha de bronze nos 1500m, atrás do japonês Shiro Hashizume. Em primeiro lugar ficou outro descendente de japonês, o americano Ford Konno, do Havaí.
O pódio ocupado só por “japoneses” chamou muita atenção na época. Fui para o Japão em 1977 e eles ainda se lembravam disso.
Voltei para Marília e houve festa de novo e mais um feriado. Naquele ano, o Brasil ganhou só mais duas medalhas olímpicas. Ademar Ferreira da Silva ganhou ouro no salto triplo e José Teles da Conceição teve bronze no salto em altura.”
Após deixar a natação, com seus feitos históricos, “Tachinha” foi para os Estados Unidos e lá se dedicou aos estudos de geologia e administração de empresas.
Acredito que só temos a agradecer Tetsuo Okamoto pelo que fez a natação brasileira! E a melhor maneira para isso é ter o conhecimento de seus feitos e segui-lo como um exemplo de vida.
Foi por causa do desejo de viajar e conhecer novos lugares que Okamoto, então com 15 anos, aceitou a idéia de se dedicar mais aos treinos na piscina após a chegada de um novo treinador no Yara Clube de Marília, que revolucionaria o método de preparação de um jovem apresentado à natação aos sete anos com a esperança de curar problemas de asma.
Ainda assim, o tal "método revolucionário" era, no mínimo, curioso. A mudança significaria nadar de mil a dois mil metros por dia, o que nos dias de hoje chega a ser menos que o exigido em aulas básicas.
A grande reviravolta viria mesmo dois anos depois, em 1949, quando teve a oportunidade de conhecer nadadores japoneses, no Brasil para série de exibições após vitória sobre os melhores atletas da época. Com o contato, Okamoto percebeu que precisaria de "algo mais" para chegar naquele nível. Foi então que passou a nadar dez mil metros por dia.
O "Tachinha", apelido ganho na época, devido ao corpo magro e à "cabeça grande", começou então a despontar. O sonho de conhecer o Brasil se concretizava aos poucos e ganhava proporções maiores a partir de 1951, ano em que foi convocado para disputar os Jogos Pan-americanos de Buenos Aires.
Foi nesta competição que Okamoto apareceu de vez, com duas medalhas de ouro - nos 400m e nos 1.500m livres - e uma de prata - no revezamento 4x200m -, mesmo em condições desfavoráveis, levadas ao extremo pela rivalidade entre Brasil e Argentina.


Presidente Juan Domingo Perón declara abertos os Primeiros Jogos Pan-americanos 1951.
Evita Perón na abertura dos Primeiros Jogos Pan-Americanos, em 1951 em Buenos Aires.

A campanha no ano seguinte à dolorosa derrota da seleção de futebol na Copa do Mundo de 1950, fez com que Okamoto fosse alçado à condição de ídolo, com direito a apresentações para grandes públicos em cidades do interior de São Paulo. Em 1952, garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Helsinki, mesmo longe da melhor forma. Isto aconteceu porque Marília enfrentava, pouco antes das Olimpíadas, um de seus mais rigorosos invernos e impossibilitava treinos de maior qualidade.
Okamoto chegou literalmente frio numa quente Helsinki, mas recebeu a boa notícia de que a prova dos 1.500m fecharia a programação da natação. Teve, então, duas semanas para compensar o tempo perdido. No meio da preparação, abandonou a idéia de disputar duas provas e se concentrou na que gostava mais: a dos 1.500m, mesmo com forte concorrência dos mesmos japoneses que haviam passado pelo Brasil anos antes e dos norte-americanos.

Havia ainda outro fato que dificultava a situação. Ele chegava em segundo plano entre os brasileiros, já que os holofotes estavam no carioca Sílvio Kelly dos Santos, que acabara de garantir recorde sul-americano na mesma prova. Mas Sílvio Kelly decepcionou nas eliminatórias, não se classificando para a final e deixando o caminho livre. À frente, porém, apareciam ainda o norte-americano Ford Konno e os japoneses Shiro Hashizume e Yasuo Kitamura, com melhores tempos.
Na prova, Okamoto surpreendeu e baixou seu tempo das eliminatórias em mais de 15 segundos. A excelente marca de 18min51s30 só não foi suficiente para superar Konno, medalha de ouro com 18min30s, e Hashizume, prata com 18min41s40. Ainda assim, fez com que chegasse em terceiro, completasse o pódio "nipônico" - Konno e Okamoto eram descendentes diretos de japoneses - e se tornasse o primeiro nadador brasileiro a conquistar medalha olímpica na história.

Helsinki in 1952.
Após o triunfo, Okamoto voltou ao Brasil e, em meio a mais festas, enfrentou dura decisão. Aos 20 anos e sem dinheiro de patrocínios (o esporte era estritamente amador), recebeu proposta para fazer faculdade nos Estados Unidos e decidiu ir. Ele cursou geologia na Texas Agricultural Mechanical College, ainda se manteve como nadador durante o período, em disputas universitárias, mas aos poucos se distanciou do esporte. Na volta ao Brasil, trabalhou em empresas até 1977, quando resolveu abrir a Hidrotécnica Okamoto, de perfuração de poços artesianos.

De sua campanha em Helsinki, não guarda nem a medalha que conquistou. Ela está em salão especial no Yara Clube de Marília, graças à doação de Okamoto.
Na madrugada de 2 de outubro de 2007, o Brasil se despediu de seu primeiro medalhista olímpico da natação. Vítima de insuficiência respiratória e cardíaca, Tetsuo faleceu em Marília.

Elói Silveira da Gazeta Esportiva.


Tetsuo e uma autoridade dos Jogos Olímpicos em Helsinki, Finlandia. 
Tetsuo Okamoto

Tetsuo Okamoto morreu em 2 de outubro de 2007.

TETSUO OKAMOTO'S HERITAGE


young trainees at Yara Clube


trying to emulate Tetsuo at Marilia's swimming pools.


diving-board at breaking point at Yara Clube's swimming pool.


Marilia's swimming team.

Peixes Voadores 


Chegada dos Peixes Voadores ao Brasil por avião da Cruzeiro do Sul ; da esquerda p'ra direita: Yussa (técnico), Murayama (de óculos), Hironoshin Furuhashi (recordista mundial de 1.500 m), Shiro Hashizuem & Hamamoto. 



Os Peixes Voadores na piscina do Pacaembú.

recepção aos Peixes Voadores em Lins, 1951.

os Peixes Voadores na piscina de Lins-SP.


os Peixes em Lins-SP

Peixes Voadores (Tobiuo) - Em 1950, Kan-Inchi Sato iniciou intercâmbio esportivo entre Brasil e Japão. Em Março de 1951, os Peixes Voadores visitaram o Brasil se apresentando na piscina do Estadio Municipal do Pacaembu.

Pela 1a. vez, depois do termino da II Guerra Mundial, executava-se o Hino Nacional do Japão e hasteava-se a bandeira do Sol Nascente no exterior, levando ao choro milhares de japoneses e nisseis. Com o sucesso das apresentações dos Peixes Voadores, o DEFE conseguiu obter verba para a construção da 1a. piscina aquecida do Brasil, no bairro da Agua Branca. 






Kan-Ichi Sato 

leia mais sobre os japoneses de Lins http://historiailustradadojapao.blogspot.com.br/2011/04/cronologia-da-imigracao-japonesa-em.html




Friday, April 27, 2012

Vera Cruz & Marilia cinemas in the 30s & 40s

Eikichi Kaneno and Mr. Giovanni Battista Darin at Mr. Darin's backyard on rua Campos Salles, 350.

Giovanni Battista Darin arrives in Marilia in 1927

The Darin family arrived in Marilia in November 1927. They soon found a dwelling place on Avenida Rio Branco. Mr. Giovanni Battista [João Baptista] Darin set up a hardware-dry goods business on the corner of rua Minas Geraes [rua 9 de Julho nowadays] and rua XV de Novembro. Unfortunately, Mr. Darin didn't have much of a clue about selling on credit to people he hardly ever knew.

Mr. Darin had arrived in Brazil in 1888 when he was 16 going on 17 and headed straight to São José do Rio Pardo-SP where he started working on the land - the dream of any Italian immigrant! At first Giovanni worked on his own; later he associated with Giacomo and Giulio Darin [no relation] and went halves on a rural property where they grew coffee and sugar-cane. Giovanni married Erminia Billò in 1896. A girl from Belluno - the same region Giovanni hailed from even though they had not met in the old country.

After a few years, Giovanni Darin bought up his partners' share and became the sole owner of a sizeble piece of land where almost anything was grown. He had more than twenty families living and working under his responsability at Fazenda Apparecida do Rio Verde, which is near where the municipality of Itobi is today.

In 1898, after 10 years in Brazil, Giovanni had bought land, had married and had had two children too. By 1910, Giovanni and Erminia had 8 children who had survived. The first child, called Antonio Americo died in infancy. By 1921, Giovanni and Erminia had 13 children - 12 of them survived to adulthood. That's no mean feat.

By the middle of the 1920s, Giovanni was unhappy about his never-ending work on the land. His male children actually were not very helpful in the task of managing the rural property. I don't know exactly what made Giovanni take the decision to leave behind everything he had built in 30 years, pack up and leave S. José do Rio Pardo in November 1927.

Some say Giovanni Darin heard wonders about Alta Paulista as being the new El Dorado. Well, if that's true he was in for a rude awakening. Marilia [or Alto Cafezal as it was then known] was the 'end of the world'... not only the end of the train line. Most houses were made up of timber instead of brick-and-mortar like in S.Jose do Rio Pardo. Marilia was dusty and dirty.

Mr. Darin set up his hardware-drygoods on the corner of rua Minas Geraes and XV de Novembro but due to his selling on credit to complete strangers he was bankrupt by 1933. Marilienses were not as Riopardenses. Marilienses were desperados who came from every nook and corner after a quick buck. Riopardenses were honest and hard-working people. My dear grandfather learned it the hard way.

Mr. Darin started working as an accountant for other Marilia business people and that's how he came in contact with the Pedutti brothers who had a movie-theatre in Marilia. Giovanni Darin had 4 sons who needed work: Luiz, Octavio, João Baptista Filho and Waldemar. All of them worked some time or other at Empresa Theatral Pedutti.

Cine São Luiz 

Octavio Darin doing his thing in the projecting-booth at Cine São Luiz in Marilia-SP circa 1939.


Octavio Darin managed Cine São Luiz on rua 9 de Julho and after getting married in 1936, he would live in a flat on top of Cine S. Luiz with his wife Sebastiana Macera. Both his children, Adilson and Luiz Octavio were born while Octavio was the cinema's manager.

In 1946 while manning the projector Valdemar Darin met his future wife Maria José da Nóbrega, who went up to the booth to complain that the operator had cut out her favourite song 'Babalu' from the film she was watching.

In January 1947, my cousin Nilza Darin had a coughing fit while attending a matinee at Cine S. Luiz having immediately been rushed to hospital but to no avail. She died within 48 hours.

So, as one can see... the cinema houses stories in Marilia are intertwined with the lives of my close relatives.
Up there at the projecting booth at Cine São Luiz.

Yolanda Darin, my mother, was raised on films by Jeanette McDonald, Greta Garbo, Clark Gable, Joan Crawford, Bette Davis and the like. Maybe that's why I also became a movie-buff in the 1960s.

All the paraphernalia my uncles Octavio, João Baptista and Waldemar Darin had to contend with to show a good picture to Marilienses in the 30s and 40s. Octavio Darin and wife Sebastiana Macera plus their two boys lived in a flat on top of Cine São Luiz.
Octavio Darin on the left; on the right João Baptista Darin Filho who worked at Cine São Luiz in the 1930s having left it in 1941 to work as a driver for Sudan Cigarettes.
Octavio Darin on the steps of Cine Vera Cruz; Valdemar Darin worked at Cine São Luiz until 1947 when he got married and resettled in Amparo-SP.

 All the pictures on this page are due to João Baptista having kept them in a safe place. Actually, it was his sister Rosa Darin who kept this treasure through the 40s, 50s, 60s, 70s, 80s up to 1996 when she died.
Cine São Luiz circa 1940. I tried hard but could not identify the films shown here. 'Cavalleiro de improviso' and 'Amor e Exilio'. It sure is before the 1942 Orthography Reform that dropped double Ls, double Ms, Ys, Ws, Ks and PHs from our Brazilian-Portuguese spelling. I think I could make up the title 'Paíz sem lei' on the poster on the right... a boy was passing just at the moment Kaneno took the picture. That could well be a 1935 John Wayne flick for Republic called 'Lawless Range'.
'Lawless Range' [Paíz sem lei] a 1935 John Wayne flick.
Cine São Luiz showing 'The Adventures of Frank Merriwell' a  Universal 1936 serial. 
'Aventura de Frank, o gladiador', a 12 chapter 1936 Universal serial.

Cine Vera Cruz 

Some time in 1939, Eikichi Kaneno, the Japanese fellow between these guys, took a trip from Marilia to Vera Cruz to photograph Cine Vera Cruz. I don't know if it was a contract work by Pedutti Company or was a pleasure trip. Judging by the photos I guess it was a paid-job. Anyway you see those two guys that flank Kaneno in almost all the pictures taken during that trip to neighbouring Vera Cruz.
Cine Vera Cruz in 1939 showing 'You can't have everything' [1937] with Alice Faye and Don Ameche. See the boy wearing long socks which are still worn in Australia up to date.
Vera Cruz & Marilia were on the cutting edge of 20th century Art in the 1930s; Note British 'Secret Agent' [1936] an Alfred Hitchcock adaptation of Summerset Maugham's novels about British spy Ashden that would be the embryo for Ian Fleming's 007 agent much later.
 Cine Vera Cruz in 1939. One can see the granite cobblestones ready to be laid out. 
1934's 'March of the Wooden Soldiers' (Era uma vez dois valentes) with Stan Laurel and Oliver Hardy then the most popular US comedians.
Shirley Temple and Gloria Stuart in 'Rebecca of the Sunnybrook Farm'.
1938's Shirley Temple's 'Rebecca of the Sunnybrook Farm' (Sonho de moça) showing at Cine Vera Cruz. Admission price: 600 mil-réis. On the left one can see the poster of 'The Prisoner of Zenda' [Prisioneiro de Zenda] a 1937 David O. Selznick production with Ronald Colman, Mary Astor & Douglas Fairbanks, Jr.
Hollywood was a well-oiled money-making machine. Photos & posters came straight from Hollywood, California, U.S.A. to be displayed under the hot Vera Cruz sun.
 Same sunny day in Vera Cruz-SP in 1939. My uncle Darin Filho's upside-down signature's on the print.
This is probably Vera Cruz's Main Street where the cinema was located.  See 'Gente do barulho' ('Kelly the second) movie poster on the right-hand side foot-path. The year was 1939.
1937's Charlie Chase's 'Kelly the second' (Gente do barulho) showing at Cine Vera Cruz.
I wish I was right about this particular photo. This is probably a new movie-theatre Pedutti brothers were building on Avenida Sampaio Vidal that would be known as Cine Marilia.
Theatro São Luiz in Marilia circa 1935. Note that the photo depicting a cinema is NOT of Marilia's São Luiz as we all know Cine S.Luiz was an Art-Deco building. Cecil B.de Mille's 'Cleopatra' opened on 16 August 1934 in the USA. It usually took 12 months for a major American production to be released in Brazil, so I suppose this pamphlet was printed circa mid-1935.