Monday, January 19, 2015

Amelia Paiva

Adonis Paiva in a self-portrait drawn on 14 May 1947.
Rubens Paiva

Texto de Amelia Paiva Bertonha sobre Vera Cruz-SP - 7 June 2015

Vera Cruz, desde os anos '50 ja fazia esses tapetes de flores pelas ruas e era muito famosa por isso. Quando estudava no Ginasium de Marilia, estando na 2a. série e minha irmã Maria Nilce na 4a, fui 2 vezes até Vera Cruz. O padre Luiz Bicudo inventava um passeio até essa cidade com a 4a. serie, e eu que era um rabicho, me grudava em minha irmã e conseguia, apesar dos protestos dela e outras colegas, ir junto com a turma.

O pe. Bicudo passava na Estação e conseguia o passe gratuito para a meninada, que preparava lanchinhos e partíamos para Vera Cruz. Chegando lá, íamos até a igreja, passeávamos pelo jardim e pela rua principal. Então os dirigentes do clube da cidade, chamavam-nos para que fossemos ao Clube, cuja sede era na rua principal, no andar de cima de uma loja. Ali apareciam correndo e esbaforidos, os músicos e, logo a banda estava tocando musicas alegres e românticas... e nós... dançando!!!

O pe. Bicudo ficava sentado em uma mesa, com um refrigerante e um copo. Às vezes, juntava as palmas das mãos e esfregava bastante no rosto que ficava bem vermelho, costume esse que repetia até na sala de aula... Era muito bom. Ele pouco conversava com as alunas. Mas apesar de ter fama de ser uma fera, nos tratava com delicadeza. 

Quando já estava próximo o embarque de volta, dava ordem para que a orquestra parasse e arrebanhava os alunos para a estação de trem. Não houve desentendimento algum nesses passeios que, apesar de simples, deixou uma recordação muito agradável. Parece coisa irreal, mas creiam, amigos, foi um fato bem real. 

Texto escrito por Amelia Paiva Bertonha para o Grupo Memorias de Marilia por ocasião do feriado de Corpus Christi, quando a cidade vizinha de Vera Cruz, forra algumas ruas com flores para que a procissão passe por cima.

Amelia Paiva holds her favourite doll in the foreground... with her sisters and older brothers...
at Rua XV de Novembro, 1036 in 1950; Mother (46 years old); Maria Nilce (22), Adelaide Rosa (15) & Amelia (20).
Amelia Paiva - 3rd from the right - at her High School graduation; formatura do Ginasio de 1946.
Amelia Paiva in 1950.
Sylvio Bertonha & Amelia Paiva on their engagement day in 1951.
Sylvio Bertonha walking down the streets of downtown Campinas-SP in 2 different occasions: on the left Sylvio walks down Rua Barão de Jaguará with Pedro Sanches; on the right with Lino Martins in 1946




Sunday, January 18, 2015

Sergio Paiva, segundo sua irmã Amelia Paiva

Sergio Paiva ao lado de Vicente Celestino, o tenor mais famoso do Brasil nos anos 1940.


Minha Mãe teve 7 filhos entre 1921 e 1930, em Ribeirão Preto-SP.

Sergio Paiva foi o primogênito e eu, Amelia Paiva, a caçula. Foram 7 filhos em 9 anos. Infelizmente ela conseguiria criar apenas 5 filhos.

Ivo viveu 2 meses, pois tinha lábios leporinos e não conseguia alimentar-se direito. Rubinho faleceu com 2 anos, de pleuris. No último filho homem, Mamãe repetiu o nome Rubens. De todos, somente resta eu, com 84 anos (Janeiro 2015).

Sergio começou no radio de Marília. Era formado contador. Na escola, chamavam-no de 'menino de ouro', por sua inteligência. Mudamos p'ra Marília em 1941, ele, então com 20 anos.

Houve uma kermesse no terreno que futuramente fariam o Paço Municipal, na Avenida Sampaio Vidal. Ali havia um serviço de alto-falantes onde os meninos mandavam recadinhos amorosos para as moças, anunciavam-se ganhadores de rifas etc. Numa ocasião faltou o locutor, e pediram para o Sergio falar naquela noite. A voz saiu muito boa... e, ele gostou da brincadeira! Continuou por muitas noites.

O dono da Radio Club de Marília ouviu e convidou-o a trabalhar lá. Sergio jogava futebol no São Bento, onde meu pai era da diretoria. Ele era bonitão e choviam moças no pedaço dele. Foi quando conheceu Terezinha Maria Degani Maguolo, se apaixonaram, casaram-se e tiveram Solange e Sheyla.

Sergio recebeu um convite para ser locutor esportivo da Radio Tupi do Rio de Janeiro e resolveu mudar-se para o Distrito Federal.


Terezinha Maguolo Paiva, Sergio Paiva, Amelia Paiva e Gregorio Barrios, cantor espanhol, no Night-and-Day, night club chic do Rio de Janeiro em 10 Agosto 1950.
Sergio Paiva é o 3o. da esq. p'ra direita com a mão no gramado. 

A princípio Sergio Paiva foi contratado da Radio Tupi do Rio de Janeiro, depois passando para a Radio Guanabara. Em 1948, Paiva já estava na Radio Continental, PRD-8.

Sergio Paiva in 1947.
Locutores da Radio Continental: Jayme Moreira Filho, Sergio Paiva, Ademar Pimenta e Waldir Amaral.

Reportagem especial da Revista do Rádio de 28 Agosto 1954 conta as 24 horas na vida de Sergio Paiva, que morava na Muda da Tijuca com sua esposa Terezinha, filhas Solange, Sheyla e Serginho.


Sergio Simões de Paiva, um dos mais completos locutores esportivos do radio carioca pois irradia corretamente todos os gêneros de esporte, viu a luz do dia na cidade de Ribeirão Preto-SP, em 26 Maio 1921. Passou a maior parte de sua infância em Ribeirão, estudando e arranjando 'pontas' em tudo quanto era 'pelada'.

Em 1935, aos 14 anos, mudou-se para São Carlos-SP, onde terminou o curso ginasial. Com 16 anos, o jovem Sergio mercê de seu arremesso potente e das filigranas que fazia com a bola, integrou o quadro do Paulista Esporte Clube, um dos melhores 'teams' do interior bandeirante, atuando indistintamente na ponta e na meia-direita.

Era seu desejo prosseguir nos estudos, ser doutor em qualquer coisa. Porém, 1940, tentado por uma proposta excelente, rumou para Varginha-MG, onde foi ser profissional de futebol. No seu novo clube passou a ganhar Cr$ 280,00 mensais e as gratificações de Cr$150,00 por vitória e Cr$ 75,00 por empate. Isto, acrescido dos Cr$250,00 que arranjaram, dava-lhe, uma média de Cr$ 1.000,00 pois o seu 'team' raramente perdia. Como futebolista percorreu inúmeras cidades de Minas Gerais, tendo jogado ao lado de Luiz Borracha, Jaime, Quirino, Geraldino, Galego e outros azes da pelota.

Em 1941, atendendo ao convite que lhe fôra feito pelo São Bento voltou à São Paulo, fixando-se em Marília. Nesta cidade também ganhou muito dinheiro pois além de jogar trabalhava no escritório da Castelões. Certo dia, porém aborreceu-se nessa companhia e resolveu deixá-la. Passou assim a viver do que davam os seus pés. Meses depois, o sr. Oscar de Morais Barros convidou-o a trabalhar na Radio Club de Marília.

No dia 23 Maio 1942, ainda atônito com o que lhe estava acontecendo, pois era a primeira vez que pisava num studio de radio, o famoso 'insider' do São Bento iniciava sua carreira radiofônica.

Apesar de, poucos meses depois, desfrutar ótima situação na emissora, Sergio não abandonou a pelota.  Continuou jogando e lendo textos comerciais até 1943, quando quebrou o braço 3 vezes seguidas, sendo obrigado a submeter-se a uma intervenção cirúrgica, da qual veio a se restabelecer em Julho de 1944. Apesar disso continuou com sua carreira futebolistica, embora já não fosse o mesmo de antes.

Certo dia, quando da realização de um clássico da cidade, como não jogasse, resolveu fazer a irradiação da peleja. Meses depois, ele se transferiu para o Comercial F.C., sério rival de seu antigo clube. Entretanto já não dispensava grande atenção ao futebol, pois ganhava bem na Radio Club de Marília. Dedicou-se então a transmitir ‘matches’ de futebol de Marília e das cidades vizinhas, sendo o primeiro locutor esportivo do interior de S.Paulo a realizar semelhante tarefa.

Algum tempo depois, quando um ‘team’ de Araçatuba-SP visitou Marília, ele manifestou desejo de irradiar o prélio. O presidente do São Bento, no entretanto recusou, sob a alegação de que isto iria trazer prejuizos ao seu clube, pois estragaria a renda. Sergio ficou desgostoso e propôs-se partir para o Rio de Janeiro. Assim, um mês depois, num dia de 1946, chegou ao Distrito Federal , com pouco dinheiro no bolso, e sem qualquer promessa de emprego.
  
Estava escrito, porém, que ele não levaria muito tempo afastado do microfone. Dessa forma, um dia após sua chegada ao Rio, quando a Radio Guanabara se desligara da Radio Nacional, o Wolney Camargo levou-o à PRC-8 e apresentou-o ao sr Jorge de Matos, que ficou bastante impressionado com o plano para uma grande programação esportiva que aquele ‘speaker’, recém-chegado do interior paulista lhe apresentou. E para aquilatar o valor de Sergio Paiva, mandou-o fazer a irradiação do jogo São Cristovão x Botafogo. Se ele agradasse, seria contratado com o salário de Cr$ 3.000,00. E assim, efetivamente, aconteceu.

Uma semana depois, a Radio Guanabara voltou-se a ligar à Radio Nacional e, por conseguinte, Sergio voltou a ficar desempregado. Mas conversando direitinho com os dirigentes da PRE-8, conseguiu ficar na Nacional, anunciando um programa esportivo e animando as audições de 'Night Club'. Um ano depois, a Radio Guanabara voltou à direção de Jorge de Matos. e ele pôde, então, lançar os grandes programas esportivos que havia planejado.

Com a entrada do sr. Labre Junior para a direção artística da C-3, a situação do ex-craque modificou-se completamente pois Labre dificultou a ação do jovem locutor, criando-lhe empecilhos de toda ordem. E para acabar com tal estado de coisas, Sergio só encontrava uma solução: deixar a Radio Guanabara.

Quando Gagliano Neto assumiu a superintendência da PRD-8, transformando-a em uma estação 100% esportiva, resolveu procurá-lo a fim de ver as possibilidades de mudança de prefixo. O locutor da Copa do Mundo de 1938 concordou com as pretensões de Sergio e contratou-o.

Na Radio Continental, onde se encontra perfeitamente à vontade, tendo, graças a essa pe-erre, conhecido diversos países sul-americanos – inclusive o Chile, onde batizou um menino que tem o seu nome , - conseguiu notoriedade como locutor esportivo de grandes recursos. Sergio Paiva dirige um quadro de futebol, no qual atua como ponta direita. 



Sergio Paiva responde à enquete: 'O jogo deve ser oficializado?'; Sergio aparece entre os mais votados no concurso Melhores do Radio de 1952.

Sergio Paiva volta ao radio circa 1960. 


Esporte no Radio Carioca 1940 - 1950 - 1960. 
Gagliano Neto conseguiu formar uma equipe de locutores de esporte da melhor e a Radio Continental tornou-se 100% de esporte, coisa rara nos anos 40s e 50s.
Oduvaldo Cozzi abandona a Radio Continental e vai p'ra Tupi trabalhar na incipiente TV. Sergio Paiva o acompanha nessa mudança.

Sergio Paiva na Radio Tamoyo, pertencente também como a Radio Tupi ao Assis Chateaubriand.

Tuesday, January 13, 2015

Octavio Lignelli & celebrities

Octavio Lignelli & the great Orlando Silva 
Octavio poses with Gilberto Alves - the shorter fellow - with an unidentified boy and man.

Ruth Amaral sings at Radio Club on 29 March 1948; Octavio in his birthday bash - 25 March 1952.
Lignelli with Nelson Gonçalves, Welman Cury & Fausto Canova (with his hand on Cury's shoulder). 
'Palhaços do mundo, uni-vos' - Lignelli with (?), Carequinha, Fred & Meio-Quilo. 
Octavio Lignelli with some Japanese unknown (to us) celebrities at the famous Radio Club's aquarium.

Paraguayan harp player Luis Bordon in 1960; Odyr Odillon in 1940.


This is NOT Marilia; you see that public telephone on the left? Marília did not have a public telephone until the 1970s; this is probably Radio Record in S.Paulo; from left to right: Almirante, Neyde Fraga, Roberto Vilar, Izaura Garcia, Ary Barroso & Geraldo Tassinari, a speaker of Radio Club de Marilia that eventually worked for Radio Bandeirantes in S.Paulo -  26 December 1956. 

Sunday, January 11, 2015

Izaura Garcia 1939

Izaura Garcia or Izaurinha Garcia was at the top of her popularity when she visited Marilia in 22 June 1939. Differently from most 'radio queens', Izaura did not live in Rio de Janeiro, but made São Paulo her city and Radio Record her radio station. 


Izaurinha Garcia reigning as the Queen of Radio in June 1939 in a photo by Muzzi. 


a crowd of mostly men eager to see Izaurinha who was inside the building that housed A Predilecta.


Izaurinha waves to the menacing crowd outside A Predilecta.


'A Predilecta' at day-time.